Os Suzuki Santana e Samurai são automóveis icónicos no seio da marca nipónica, sendo uma evolução do pequeno LJ80. Apesar de terem crescido, continuam com dimensões bastante compactas, mas as suas capacidades fora de estrada permanecem intactas. São muitas vezes utilizados somente como automóveis de lazer, principalmente nas versões descapotáveis.
Os Santana e Samurai europeus foram produzidos na fábrica espanhola da Santana Motor, para assim a Suzuki beneficiar da isenção do limite de automóveis importados para o continente europeu. Os seus nomes de código são SJ410 para as versões equipados com motor 1.0 e SJ413 para os modelos com motor 1.3. São automóveis que ainda se vão vendo na estrada, apesar de cada vez ser mais raro encontrar exemplares originais. Em 1996 o Samurai recebe um facelift, com um design mais arredondado e pouco depois é introduzido o motor 1.9 TD da PSA, exclusivo da produção espanhola.
No entanto, a Suzuki desenvolveu uma versão que não pode circular na via pública, vendida unicamente na Nova Zelândia com a designação Suzuki Farm Worker 4×4, introduzida nesse mercado em 2011. Este modelo tem por base o modelo indiano Suzuki Maruti Gypsy King MG413W, tendo mesmo o emblema da Maruti na grelha e eram enviados em kits para a Nova Zelândia onde era terminada a sua construção. Era vendido junto com os ATV da Suzuki, pois o seu propósito era o mesmo, e poderia vir equipado com uma barra de protecção na frente e lateral produzida pela Smiths. Manteve-se à venda até Agosto de 2016, altura em que a Maruti terminou a produção do Gipsy na Índia.



O Farm Worker 4×4 está equipado com o motor de quatro cilindros em linha Suzuki G13BB com injecção multiponto, de 1,3 litros de cilindrada, 16 válvulas e uma árvore de cames à cabeça, produzindo uma potência 80cv às 6.000 rpm e 103 Nm de binário às 4.500 rpm. Acoplado ao motor está uma caixa manual de cinco velocidades, todas sincronizadas, associado a uma caixa de transferências com a possibilidade de seleccionar tracção integral ou somente às rodas traseiras, com relações altas e baixas. A suspensão como não poderia deixa de ser, é de molas de lâmina nas quatro rodas.

Com base chassis longo do Samurai, existem quatro versões disponíveis de carroçaria, todas elas com uma capacidade de carga de 500 kg. As quatro versões são o Farm Worker Versatile, equipado com bancos traseiros e tecto de lona, o Farm Worker Multi-purpose, equipado com caixa aberta que poderia vir com armação para transporte de animais, o Farm Worker Wellside, equipado com tejadilho em fibra de vidro e caixa de carga, e o Farm Worker Flatdeck, equipado com tejadilho em fibra de vidro e caixa de carga em madeira, este último era construído em exclusivo na Nova Zelândia pela Smiths. De origem vinha equipado com pneus Maxxis Trepador para as jantes de 15” e como extra poderia vir com rádio CD da Sony.



Agora estão todos a perguntar, “mas porquê que não pode circular na via pública?”. Ora bem, a resposta é simples, tal como o nome sugere, este automóvel foi projectado para ser utilizado somente na agricultura, não podendo andar na estrada por ser equivalente a uma máquina agrícola, fazendo com que não seja possível circular com ele na via público e porque não respeita as normas de segurança em vigor naquele país.
Não se sabe ao certo quantos exemplares terão sido produzidos, mas não deverão passar das centenas, quanto muito aos poucos milhares.
Artigo original escrito para o Jornal dos Clássicos